Darwin Deez

Darwin Deez

Darwin, assim como os outros integrantes de sua banda, é uma figura cartunística, o que para muitos confunde a definição de Darwin Deez como o cantor ou sua banda. “Feliz para pessoas tristes”, “de branco para negros” e “indie-rock com um lado de calistenia” é como os amigos Rhythm Works (baterista/motorista/pai), Andrew Hoepfner (baixo/backing vocals/produção), Z Cole Smith (guitarra/libertador), Angela Carlucci (musa/pequena dançarina/detectora de radar) e Darwin Deez (vocals/movimentos de dança) intitulam sua música. Deez é o lider lo-fi, estranho, que carrega o visual afro-judeu e que, por seguir os ensinamentos do mestre espiritual indiano Meher baba, – que pregava “não se preocupe, seja feliz” – não usa drogas ou álcool. Antes disso, Darwin era o guitarrista da banda Creaky boards, que ficou famosa quando o líder, o atual baixista da banda de Deez, Adrew, publicou um vídeo em que acusa “Viva la vida”, do Coldplay, de ser cópia de uma de suas músicas, intitulada, ironicamente, “The song I didn’t write” – que, verdade ou publicidade, rendeu fama e uma tour como banda apoio dos The Charlatans. O primeiro álbum, lançado em maio desse ano, era pra se chamar “Astrological Epochs And The Sands Of Time”, no final acabou se chamando simplesmente “Darwin Deez”, um nome mais honesto para esse álbum de estréia, gravado em um laptop e que muitas vezes se aparenta como uma coleção de demos. Afinal é esse tom minimalista que, juntamente com o equilíbrio do álbum entre letras otimistas e depressivas e com as apresentações que mais parecem uma brincadeira entre amigos, chama atenção e dá a graça de sua música.

Ellie Goulding

Ellie Goulding

Sai em 1º de março o primeiro disco de Ellie Goulding (Elena Jane Goulding), cantora folktrônica de 22 anos, que encabeçou a lista de apostas para esse ano da BBC. Depois de ganhar um concurso em sua cidade natal, Kington na Inglaterra,  Ellie tornou-se compositora e ingressou no curso de artes dramáticas, na universidade de Canterbury, quando juntou-se aos produtores dance Frankmusic – que esteve na mesma lista em 2008 e com quem lançou Wish I Stayed, que logo ganhou visibilidade no Myspace e entra no disco como uma das faixas que mostram Ellie em estado mais puro – e Starsmith, que assina boa parte da produção desse lançamento. O diferencial de Light, como se chama o disco, é a presença da voz pouco comum e aveludada de Goulding e sua junção com sintetizadores e batidas eletro-acústicas, aproximando seu som à nomes de peso como Portishead e Björk. Under de Sheets, primeiro single, chegou à posição 53 na parada britânica e precedendo o lançamento do álbum, no dia 22, será lançado o segundo, Starry Eyed.

Conflux festival

Outro exemplo de tecnologia integrando a cultura é Conflux Festival, encontro anual de arte e tecnologia, que acontece essa semana em NY. Diz o curador do evento esse ano, David Darts, um professor de artes da New York University, que o evento  começou em 2003, como um festival mais sobre psicologia geográfica, ou comportamento geográfico do meio ambiente, e desde então, se desenvolveu além do que uma festa de arte e tecnologia, misturando espaços urbanos públicos com explorações e experimentações. O evento inclui workshops, apresentações, instalações interativas e games. Dentre alguns dos pontos altos do evento, conforme apontado pelo Bits, estão Gigaputt, The Urban desorientation game, Fish ‘n microChips, Waterpod, Human Scale Chess Game e Iphone Drum Circle. Você pode conferir aqui o cartaz com a programação completa do evento.

A importância dos blogs

A Internet foi vista no começo como um dos inimigos do relacionamento humano. Os bate papos, o e-mail e os ambientes virtuais, pareciam estar distanciando as pessoas e acabando com o contato. Sua evolução não só se opôs a essa afirmativa, como apresentou um modelo totalmente baseado nesse relacionamento. Parte da web e sua informação se organizam através de cálculo matemático. E outra parte se organiza baseada na opinião das pessoas. A Internet é um grande bate papo que fica rolando o tempo todo. A opinião aponta e gera tendências e o bate papo espalha notícias e ideias. A informação não é mais vinda em seu total de uma fonte só – uma só informação para todos. A informação se espalha na medida em que é interessante para quem a recebe. Vem e vai para todos os lados e se movimenta como um virus. Vem com força menor, porém de mais lados. E como uma característica positiva, nos dá diferentes pontos de vista, e incumbe a nós tomar uma conclusão. É claro que esse é um ideal tecnológico e não necessariamente uma realidade. Mas mostra como já vivemos em uma realidade em que a informação é o principal bem. A informação vira dinheiro, arma, arte, conhecimento, equação, etc. O papel de quem bloga é dar continuidade ao movimento de uma informação. Como em quando você está em um estádio e a platéia inicia um movimento chamado de Ola. Quando a informação chega até você, e outras pessoas como você, você tem a opção de dar continuidade ao movimento dessa informação, assim como em um estádio, tem a opção de dar continuidade a Ola levantando os braços. Caso não levante, a Ola perderá um pouco da sua força. O mesmo ocorre com a informação. Se você não se interessar, será mais um ponto multiplicador que não estará sendo aberto.

VV Brown @ Black cab sessions

VV Brown é Vanessa Brown. Nascida em 24/10/83, filha de mãe Porto Riquenha e pai Jamaicano. Cresceu estudando em uma escola em Northampton (Londres) cujos pais eram proprietários. Aprendeu a tocar piano, desenvolver sua voz, e frequentou aulas de piano clássico e Jazz em uma escola de artes. Em época de ingressar, garantiu vaga nas universidades mais conceituadas de Londres, mas preferiu abrir mão e tentar a carreira artística nos Estados Unidos. O máximo que conseguiu foi, no entanto atuar como Backing vocal em shows da Madonna e Pussycat dolls e escrever músicas para alguns artistas. De volta à Londres, por dificuldades financeiras, alugou um apartamento, comprou uma guitarra em uma feira beneficente, e começou a se dedicar à carreira de compositora. Diz ela que foi quando um rompimento amoroso a inspirou a escrever Crying blood, e em seguida todas as outras letras de CD de estréia. Denomina suas referências como um purê de batatas musical, citando Aretha Franklin, Ella Fitzgerald e Dizzy Gillespi. Utilizou em seu disco referencias de filmes da Disney e Jogos da Nintendo, em uma mistura de Funk e Soul, batidas eletrônicas, e uma sonoridade Old Rock e anos 40 (há divergências no que li por aí, entre 40 e 60). “Tornando-se rapidamente parte influente na música da era moderna (Assim como o CD “That`s not my name” da banda The Ting Tings). Atualmente o CD já possuí 3 singles de Trabalho (Crying blood, Shark in the Wather e Game Over), com clipes bem divertidos, um pouco fashionistas e psicodélicos. As letras são bastante inspiradas, são de sua autoria, gravou quase todos os instrumentos do disco, a produção é sua. Porém, eu preferi escolher um vídeo pra mostrar seu trabalho em que ela canta ao vivo, sem produção. Pois atualmente uma boa produção, as vezes nos dá a dúvida se um artista é realmente bom. Vale a pena assistir: