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Álbum: Jeneci, De graça

Álbum

Confesso ter um pouco de preconceito com música brasileira, ou melhor, música nova brasileira. Não que boas opções não existam, ao contrário. Existe muita música boa atualmente. Mas tem também muita cópia, sem profundidade. Um amigo me indicou esse cantor (e instrumentista), o Jeneci, ouvi algumas músicas no Soundcloud, com certo preconceito e não dei muita atenção. Me dei algum tempo, e em algum momento surgiu esse CD na minha tela e eu decidi baixar. A música desse CD me deu certo otimismo para essa nova música.

Abaixo, a música número 4, do CD De graça, do Jeneci. Nessa música ele somente toca, Harpsichord e Piano e quem canta é Laura Lavieri:


(Jeneci – Tudo bem, tanto faz)

(Agradecimento especial ao LP que fez essa indicação)

Kaskade e Tim Healey no Rio

O Lollapalooza em São Paulo se tornou aquele evento em que nós esperamos encontrar aquela banda que gostamos muito e que todo mundo está ouvindo, principalmente por causa dos setlists montados nas duas primeiras edições. Esse final de semana estava no Rio, por causa do feriadão, e disse pra um amigo que o Kaskade deveria estar no setlist desse ano e por uma coincidência, ele havia ouvido que no sábado ele tocaria na cidade. Uma ótica coincidência. Eles tocaram no Chemical Music Festival, que aconteceu na Marina da Glória (16/11/2013). Gravei dois vídeos abaixo da apresentação. O audio não está muito bom, mas vale a pena pelo efeito visual da apresentação.


(Kaskade – Don’t stop dancing)


(Kaskade – Why ask Why)

Também gravei um trecho do da apresentação do Tim Healey, que tocou no mesmo festival:


(Tim Healey)

Bem, o Kaskade não tocará no Lollapalooza (o setlist foi divulgado há alguns dias), mas essa apresentação já cumpriu o papel.

Random Access Memories

O novo cd do Daft Punk é acusado de, em meio ao momento mais pop da musica eletrônica dance e depois de de ter sido o grande precursor dessa categoria, lançar o CD que menos se encaixa nela. Randon Access Memories é repleto de material instrumental e foi gravado com a companhia de nomes pesados, como Paul Williams, conhecido como o compositor dos Muppet Baby’s e Panda Bear do Animal Collective, e populares como o de Pharrell Williams e Julian Casablancas, presente na mais pop das músicas desse álbum. O álbum incluí uma faixa documentário sobre Giorgio Moroder, um dos introdutores da música eletrônica, na década de 60, inspirada na entrevista de Alfred Hitchcock, feita pelo diretor François Truffaut em 1967, segundo Bangalter, um dos braços da dupla. Não trata-se de um material facilmente assimilável pelo público da popular música eletrônica atual, mas um álbum de rock progressivo, altamente conceitual, que reconstrói a música dance através de engenharia reversa.

Capa do novo álbum do Daft Punk

Darwin Deez

Darwin Deez

Darwin, assim como os outros integrantes de sua banda, é uma figura cartunística, o que para muitos confunde a definição de Darwin Deez como o cantor ou sua banda. “Feliz para pessoas tristes”, “de branco para negros” e “indie-rock com um lado de calistenia” é como os amigos Rhythm Works (baterista/motorista/pai), Andrew Hoepfner (baixo/backing vocals/produção), Z Cole Smith (guitarra/libertador), Angela Carlucci (musa/pequena dançarina/detectora de radar) e Darwin Deez (vocals/movimentos de dança) intitulam sua música. Deez é o lider lo-fi, estranho, que carrega o visual afro-judeu e que, por seguir os ensinamentos do mestre espiritual indiano Meher baba, – que pregava “não se preocupe, seja feliz” – não usa drogas ou álcool. Antes disso, Darwin era o guitarrista da banda Creaky boards, que ficou famosa quando o líder, o atual baixista da banda de Deez, Adrew, publicou um vídeo em que acusa “Viva la vida”, do Coldplay, de ser cópia de uma de suas músicas, intitulada, ironicamente, “The song I didn’t write” – que, verdade ou publicidade, rendeu fama e uma tour como banda apoio dos The Charlatans. O primeiro álbum, lançado em maio desse ano, era pra se chamar “Astrological Epochs And The Sands Of Time”, no final acabou se chamando simplesmente “Darwin Deez”, um nome mais honesto para esse álbum de estréia, gravado em um laptop e que muitas vezes se aparenta como uma coleção de demos. Afinal é esse tom minimalista que, juntamente com o equilíbrio do álbum entre letras otimistas e depressivas e com as apresentações que mais parecem uma brincadeira entre amigos, chama atenção e dá a graça de sua música.

Ellie Goulding

Ellie Goulding

Sai em 1º de março o primeiro disco de Ellie Goulding (Elena Jane Goulding), cantora folktrônica de 22 anos, que encabeçou a lista de apostas para esse ano da BBC. Depois de ganhar um concurso em sua cidade natal, Kington na Inglaterra,  Ellie tornou-se compositora e ingressou no curso de artes dramáticas, na universidade de Canterbury, quando juntou-se aos produtores dance Frankmusic – que esteve na mesma lista em 2008 e com quem lançou Wish I Stayed, que logo ganhou visibilidade no Myspace e entra no disco como uma das faixas que mostram Ellie em estado mais puro – e Starsmith, que assina boa parte da produção desse lançamento. O diferencial de Light, como se chama o disco, é a presença da voz pouco comum e aveludada de Goulding e sua junção com sintetizadores e batidas eletro-acústicas, aproximando seu som à nomes de peso como Portishead e Björk. Under de Sheets, primeiro single, chegou à posição 53 na parada britânica e precedendo o lançamento do álbum, no dia 22, será lançado o segundo, Starry Eyed.

VV Brown @ Black cab sessions

VV Brown é Vanessa Brown. Nascida em 24/10/83, filha de mãe Porto Riquenha e pai Jamaicano. Cresceu estudando em uma escola em Northampton (Londres) cujos pais eram proprietários. Aprendeu a tocar piano, desenvolver sua voz, e frequentou aulas de piano clássico e Jazz em uma escola de artes. Em época de ingressar, garantiu vaga nas universidades mais conceituadas de Londres, mas preferiu abrir mão e tentar a carreira artística nos Estados Unidos. O máximo que conseguiu foi, no entanto atuar como Backing vocal em shows da Madonna e Pussycat dolls e escrever músicas para alguns artistas. De volta à Londres, por dificuldades financeiras, alugou um apartamento, comprou uma guitarra em uma feira beneficente, e começou a se dedicar à carreira de compositora. Diz ela que foi quando um rompimento amoroso a inspirou a escrever Crying blood, e em seguida todas as outras letras de CD de estréia. Denomina suas referências como um purê de batatas musical, citando Aretha Franklin, Ella Fitzgerald e Dizzy Gillespi. Utilizou em seu disco referencias de filmes da Disney e Jogos da Nintendo, em uma mistura de Funk e Soul, batidas eletrônicas, e uma sonoridade Old Rock e anos 40 (há divergências no que li por aí, entre 40 e 60). “Tornando-se rapidamente parte influente na música da era moderna (Assim como o CD “That`s not my name” da banda The Ting Tings). Atualmente o CD já possuí 3 singles de Trabalho (Crying blood, Shark in the Wather e Game Over), com clipes bem divertidos, um pouco fashionistas e psicodélicos. As letras são bastante inspiradas, são de sua autoria, gravou quase todos os instrumentos do disco, a produção é sua. Porém, eu preferi escolher um vídeo pra mostrar seu trabalho em que ela canta ao vivo, sem produção. Pois atualmente uma boa produção, as vezes nos dá a dúvida se um artista é realmente bom. Vale a pena assistir: